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bokeh

passo a vida desfocado

O ELEFANTE DE PLÁSTICO

 

 

havia um elefante de plástico que se sentia aborrecido em casa

e por isso decidiu pedir ao seu dono que lhe mostrasse o mundo

 

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o seu dono levou-o a uma janela para que ele

começasse por ver a paisagem que os rodeava

 

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quando o elefante de plástico se debruça sobre o

aro da janela eis que uma tromba de água desata a cair

 

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a principio ficou assustado e ainda vagueou um pouco pelo

aro mas quando começou a sentir pingos de chuva nas suas

enormes orelhas sentiu uma imensa liberdade e decidiu fugir

 

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já no parapeito exterior da janela apercebeu-se do precipício que tinha

por diante e que se desse um passo em frente talvez não resistisse à queda

 

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frustrado, voltou para o conforto da casa do seu dono

 

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POLÍMERO-ZOO

não há móvel cá em casa que não esconda bicheza injectada....é tipo como ir ao zoo ou ao parque jurássico mas numa itinerância "mobiliária"

 

 

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EU QUERO...

...uma casa no campo
onde eu possa compor muitos rocks rurais
e tenha somente a certeza
dos amigos do peito e nada mais

 

 

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eu quero uma casa no campo
onde eu possa ficar no tamanho da paz
e tenha somente a certeza
dos limites do corpo e nada mais

 

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eu quero carneiros e cabras
pastando solenes no meu jardim
eu quero o silêncio das línguas cansadas
eu quero a esperança de óculos
e meu filho de cuca legal
eu quero plantar e colher com a mão
a pimenta e o sal

 

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eu quero uma casa no campo
do tamanho ideal, pau-a-pique e sapé
onde eu possa plantar meus amigos
meus discos e livros e nada mais

 

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onde eu possa plantar meus amigos
meus discos, meus livros e nada mais
onde eu possa plantar meus amigos
meus discos e livros e nada mais

 

letra: zé rodrix

elis regina: https://youtu.be/1edqNf1AYBE

BURROS

 

das poucas memórias que guardo antes dos dez anos de idade (não porque não tenha razão para ter muitas....a memória é que é fraca), uma das que me ficou marcada foi a do dia em que vinha montado na égua dos meus avós paternos a fingir que a guiava no caminho de volta para casa, depois de termos carregado a carroça com caruma, a qual a coitada também estava a alombar.

felizmente, para ela, o caminho era bastante plano mas, perto da saibreira, havia uma subida muito íngreme e chegado o momento de a vencer o meu avó pede-me para descer dela e ir com ele na bicicleta sentado no varão....assim fiz.

quando começou a pedalar para subir o monte fez uns movimentos ziguezagueantes para ganhar velocidade e, num desses movimentos, enfiei o pé nos raios da roda da frente que foi bater violentamente contra as forquetas.

o resto da memória que guardo dessa situação foi a de me ter caído a unha do dedo grande do pé direito!

para o mini-macho a experiência de uma hora em cima do burro foi sem sobressaltos.

obrigado senhor manel.

 

 

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