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bokeh

passo a vida desfocado

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passo a vida desfocado

BORA LÁ PARA O DOURO....

...a sério, depois de ler e ver as fotos do post da isa do liwl estávamos decididos ir para o douro nas férias de maio. 

dois dias antes das férias começarem estava tudo "programado"....só uma parêntesis, programado, para mim, significa saber que vou para um determinado lugar. reservar coisas, tipo hotéis, não constam da tal "programação". vamos indo e decidindo onde queremos ficar.

no dia anterior ao inicio das férias, eis que a meteorologia dava chuva a semana toda para a zona do douro interior. bolas....não nos apetece apanhar chuva.....pensei, deixa-me cá ver onde é que vai fazer sol....olha ali p'ra ele em baixo a chamar por nós....e assim foi, algarve, here we go :)

isto é o bom de não ter nada reservado, podemos dar voltas de cento e oitenta graus sempre que nos der na veneta....copiar a isa ficará para outra altura :)

e fomos.

"decidimos" ficar uma noite em ferreira do alentejo, para não fazer a viagem toda de uma vez, mas, quando lá chegámos, demos umas voltas e, como dizer, não achámos piada nenhuma àquilo (sorry ferreira)....e bati chapa a fundo em direção ao sol do algarve.

bendita a hora. ficámos em albufeira na primeira noite, porque queria ver o clube da minha senhora a levar na pá do desportivo das aves (it tasted so good), na taça de portugal.

depois de dois dias à maneira na praia de santa eulália rumámos para este, para conhecer melhor a zona entre faro e vila real de santo antónio. 

a verdade é que também andava com uma fisgada para aquelas bandas, ir andar a cavalo à beira mar e na ria formosa, perto de tavira. foi brutal, atravessar a ria formosa num cavalo dentro de água e com o meu filhote de cinco anos....mesmo muito bom....e a cereja no topo do bolo, o meu cavalo, de raça frísio (grande como o caraças), participou em episódios do "game of thrones" que foram gravados na zona de sevilha....so I've been told.

adiante, por ali andámos a conhecer as praias, vilas e cidades.

gostei muito da praia verde, de castro marim, onde comemos lá num tasco uma jardineira, acabadinha de fazer, que foi a melhor, e mais barata, refeição que fizemos.

mas houve outro local me ficou no goto, a zona da ilha de tavira. acabei por não ter tempo de explorar....talvez no verão.

deixo-vos umas fotos dessa zona.

 

 

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UM DE ABRIL...

...é quando um homem quiser.

quando era garoto, vivia o dia um de abril com grande intensidade. dava-me um gozo tremendo montar historias para enganar todos os elementos da família. não era só a mentira da palavra, era todo o criar um "momentum", da linguagem corporal para que aquilo fosse tomado como verdade.

o pináculo foi o dia em que entrei a correr em casa dos meus avós, aos berros, para os alertar que as ovelhas estavam a fugir....desataram a correr para tentar estancar a fuga e só quando chegaram ao quintal se lembraram que não tinham ovelhas ....foi um fartote de rir.

 

este ano, no dia um de abril, andava por aqui...

 

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já nas bancas :)

PASSEIO DOS TRISTES

batizou-se de "passeio dos tristes" aquele que, invariavelmente, se repete todos os fins de semanas com a família.

aqui na terra, o passeio dos tristes mais famoso é o que se faz às praias, para comer uns tremoços, beber umas imperiais....conviver e esquecer a tristeza.

se até junho do ano passado a tristeza resultava apenas da rotina da vida, daí em diante, até o mais feliz dos seres não consegue chegar ao mar sem se deixar tomar pela tristeza de ver o pinhal dizimado pelo incêndio.

sei que é um chavão, mas não há fotos que consigam demonstrar a imensidão da devastação. não há palavras que consigam descrever a falta de vida, a limpeza forçada da mata que a deixou praticamente despida, a perda do trabalho dos nossos avós que plantaram as árvores alinhadas e por talhões, o saber que tão cedo não vamos ver o pinhal frondoso que nos dava sombra e refrescava nos piqueniques de verão....e o cheiro, o cheiro do pinhal.

cresci junto ao pinhal. dali retirávamos a caruma para que os animais, para se poderem deitar na caruma fresca. 

retirávamos as pinhas para acender o fogão-a-lenha e lareiras. íamos aos "cortes" trazer carradas de lenha que, com frequência, faziam atascar as carrinhas com a sobrecarga que traziam.

nos anos que correm, já não temos animais e não precisamos de caruma, já não temos fogões e lareiras e não precisamos de pinhas e lenha.

como não precisamos, muito provavelmente também não vamos cuidar.

se não temos recursos infinitos, teremos de ser pragmáticos.

uma vez que vamos remover todos aqueles pinheiros mortos, faria sentido pensar em plantar uma floresta mais diversificada, resiliente aos potenciais agressores e de menor manutenção.

vejo todas as semanas ações da comunidade para replantar o pinhal, e só ouço mesmo pinhal, pinheiros.

será que não aprendemos nada? será que o icnf e as autarquias não aprenderam nada?

 

 

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felizmente, o mar e as dunas não ardem. 

 

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SPOOKY

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lembram-se da lagarta que decidi adotar?

pois bem, ei-la após a metamorfose.....feia como só ela :)

deve ter sido da qualidade da alface e de a ter privado de oxigénio.

eu à espera daquelas borboletas tipo aves do paraíso, cheias de cor garridas, e.....saí-me isto na rifa.

já me ocorreu usar guaches para a compor um pouco, tipo maquilhagem, mas depois lembrei-me que tenho um filho e que não seria grande exemplo.

agora não sei o que fazer à bicha. se a solto com esta chuva, vai de vela em dois tempos. se a deixo cá em casa, falece-me nos braços porque não sei o que lhe dar de comer, e já percebi que não gosta de nestum mel (como é que é possível?). amanhã vou dar-lhe malmequeres e água.

 

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