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bokeh

passo a vida desfocado

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passo a vida desfocado

REVIVER

 

praia vieira 1.jpg

 

 

estive um ano sem sair de casa com o propósito único de fotografar.

as queixas são sempre as mesmas: não tenho tempo, está a chover, já está a ficar tarde, está frio, é longe, está muito calor....enfim, tudo serve de desculpa para justificar a vontade de procrastinar! andava mortinho para usar esta palavra :)

ontem voltei a ir fotografar, sozinho.

para marcar esse regresso, voltei ao lugar que escolhi ir quando comprei a minha primeira máquina fotográfica a sério, uma nikon d duzentos.

foi no ano dois mil e sete que, sem saber mexer naquilo, arranquei em direcção à praia da vieira, e lá, mais precisamente no pontão do norte (onde desagua o rio lis), assentei arraiais toda a tarde.

revivi esses momentos com nostalgia, da excitação de me estar a dedicar a algo novo (para mim), e do muito que teria para descobrir e aprender.

com o mundo que a internet nos abre é fácil ser autodidacta mas, há perigos.....é importante manter-se focado, não esquecer que o objectivo é ganhar competência na arte de fotografar. com facilidade, se imerge no mundo da tecnologia e, "quando damos por ela", só queremos é ter a melhor máquina fotográfica, com mais megapixeis, melhor capacidade iso, maior velocidade, sensor xpto.....e passamos a vida em sites que, pagos pelas grandes marcas e de forma encapotada, fazem reviews onde concluem o porquê de se justificar comprar a evolução de uma determinada máquina que saiu no ano anterior e que, na verdade, pouco ou nada faz mais que a sua predecessora. 

é certo que a evolução que se verificou em dez anos ajuda, nos equipamentos digitais, a tirar mais partido da máquina e que o ficheiro que resulta do clique tem mais latitude no momento do processamento mas, naquilo que realmente importa, na minha opinião, nada mudou.

o que faz uma boa fotografia é o seu conteúdo, a luz, a composição e a criatividade.

desenganem-se aqueles que acham que por ter uma máquina topo de gama com lentes do mesmo calibre conseguem ser melhores fotógrafos. 

se têm dinheiro de sobra para gastar usem-no para fazer formação, viajar e ver exposições de fotografia.

 

fotos de ontem...

 

 

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EU FAÇO E ACONTEÇO

a resolução do ano anterior tinha sido fotografar em exclusivo com o smartphone.

ora, como qualquer outra resolução de fim/início de ano que se preze, esta continua na lista das que se vão começar na semana seguinte.

na verdade, pouco fotografei em dois mil e dezassete mas, do que fotografei com o smartphone e do que explorei dos seus recursos, levou-me a concluir que, apesar de servirem perfeitamente o propósito a setenta por cento das minhas necessidades, os restante trinta por cento são demasiado importantes para o tipo de fotografia que faço para abdicar de "verdadeiras" máquinas fotográficas. 

por isso, vou meter na gaveta das resoluções por cumprir (talvez já seja mais um gavetão), esta de usar em exclusivo o smartphone para fotografar e reformulo a resolução para - vou fotografar mais e dar menos importância à porra dos gadgets e equipamentos que uso para o fazer. 

 

 

DSCF4503-Editar-Editar.jpg

 

 

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VAI UM GURONSAN?

está tudo de ressaca, não é?

na próxima vez bebam vinho de qualidade que não dá tanta dor de cabeça.

eu estou para o mesmo.....mas fotográficamente falando!

isto de andar de cavalo p'ra burro também bate forte. não é que o smartphone não cumpra os mínimos para fotografar fogo de artifício mas os resultados e a fluidez do processo não são......memoráveis.

 

ainda assim, fica aqui o registo e daqui a um ano tento outra vez.

ah, e já agora, feliz dois mil e dezassete.

 

 

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MIRRORLESS - CONCLUSÃO

gosto muito de me propor a fazer coisas para as quais não tenho ideia nenhuma como se fazem, sobretudo quando não tenho conhecimento técnico aprofundado......sim, estou-me a referir a esta comparação entre mirrorless micro quatro-terços e uma dslr full-frame......no fundo, eu gosto é de mandar bitaites!

 

bem, vamos lá tentar acabar com isto....

 

o interesse de uma fotografia é, na maior parte dos casos, subjectivo, pelo que não me interessa agora expor o quer que seja sobre esse ponto.

o que me importa, neste contexto, é o contributo que determinado sistema pode dar à "qualidade técnica" da imagem para se alcançar o resultado idealizado.

mais do que palavras (até porque isto é um espaço de fotografia), deixemos as fotos expressarem tudo o que vos quero dizer porque não tenho paciência e tempo para escrever.

 

ficha técnica :)

as fotos do comparativo foram tiradas ao mesmo tempo, com a temperatura definida para cinco mil e setecentos kelvin, iso cem, distância focal a trinta e cinco milímetros e abertura a dois ponto dois.

do lado esquerdo do ringue temos a "fininha", uma panasonic lumix dmc-lx cem | sensor micro quatro-terços 

do lado direito o peso pesado, uma nikon d oitocentos | sensor trinta e cinco milímetros - full frame (a lente utilizada foi uma sigma art trinta e cinco milímetros)

 

imagem original

comparacao original.jpg

 

imagem editada em lightroom cc - exposição aumentada em uma unidade e as sombras aumentadas em cem unidades

comparacao exp 1 e sombras 100.jpg

 

detalhe das imagens em cima após edição

comparacao ampliado.jpg

 

como se torna evidente neste exemplo, sensores de menor dimensão não conseguem captar/guardar convenientemente a informação dos detalhes e cor (têm menor alcance dinâmico), nas zonas sub ou sobre-expostas à luz, que se poderiam recuperar em pós-produção, perdendo-se assim a possibilidade de usar determinada fotografia.

esta impossibilidade de reter informação prende-se muito com o tamanho dos pixeis e por isso é improvável que melhorias significativas surjam em sensores pequenos.

é até curioso verificar que algumas gigantes da fotografia estão agora a dar passos no sentido de tornar menos dispendioso o sensor de médio-formato, um-ponto-sete vezes maior que o sensor full frame, para com isso continuar a baixar os preços do full frame e conseguir manter o interesse de progressão dos amadores nos dois sistemas, que são o grosso dos consumidores. 

além da questão do alcance dinâmico existem outros pontos, considero eu, negativos, tal como a profundidade de campo (que permite controlar a separação entre o ponto de interesse e a envolvência), e a menor dimensão da imagem, que limita mais o tamanho das impressões mas também reduz a possibilidade de recortar a foto e ainda assim obter uma imagem com boa definição.

 

colocando tudo nos pratos da balança, não hesito dizer que na comparação entre os equipamentos aqui revistos a minha preferência recai sobre a pesada dslr......contudo, se a comparação fosse entre uma mirrorless e dslr ambas com o mesmo sensor fico com a forte sensação de que optaria pela mirrorless.

 

avaliação da qualidade de imagem:

mirrorless **

dslr *****

 

avaliação geral dos sistemas revistos:

mirrorless ***

dslr ****

 

ficam mais umas fotos avulso, da "fininha" para vossa avaliação!

 

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MIRRORLESS - FLEXIBILIDADE

antes de seguirmos para o algarve parámos em lisboa para levar o mini-macho, numa visita rápida utilizando os (irritantes) tuk-tuk, a alguns pontos interessantes da nossa bela capital.

como toda a gente sabe, um dos pontos mais interessantes nesta cidade é a.......colorfoto :)  que é uma espécie de casino para os amadores de fotografia e gadgets, porque sempre que um gajo sai de lá com os bolsos vazios diz sempre que é a última vez....

 

continua em baixo.

 

 

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Lisboa-8.jpgLisboa-7.jpg

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já com a "fininha" na mão, este passeio acabou de servir para a estreia da mesma e foi providencial para testar a sua flexibilidade.

quando penso em flexibilidade penso na "qualidade de entrega" de imagens desde o retrato à paisagem, fotografia com luz natural à artificial, dos menus e comandos para operar a máquina, da rapidez de zoom, da disponibilidade de lentes para diferentes propósitos and so on and so on.

como eu opero as máquinas em modo manual é determinante que ajustes de abertura, velocidade de obturação, velocidade iso, ajuste de temperatura, compensação de exposição, zoom e focagem sejam bastante directos e intuitivos, afim de alterar rapidamente parâmetros e, assim, minimizar a perda de boas imagens, o que numa situação como a que me encontrava, em família (com uma criança que tem super velocidade de gato....esta só os pais entendem), e a visitar uma cidade que tão depressa nos encontramos numa rua apertada e escura como de repente nos aparece um miradouro com vista desafogada e luz fantástica, é fundamental.

a maioria das mirrorless permite mudar a lente mas a minha é de zoom, eléctrico, fixa.....e que é um bocado lenta! 

apesar de não me ter impossibilitado de captar as fotografias que quis estou certo de que numa situação mais desafiante, como com animais, veículos rápidos e outras situações de acção ou inesperadas, este tipo de lente não é adequada.

por outro lado, o facto de ser fixa evita que o sensor fique exposto e, assim, ganhe sujidade, o que com aberturas maiores, por exemplo f-dezasseis, será bem evidente na fotografia.

os restantes comandos, neste modelo, são bastante intuitivos. aliás, a maior parte do modelos de diferentes marcas que considerei comprar dispunham de "rodas" de velocidade de obturação e compensação de exposição, o que não é tão comum nas dslr's actuais.

o ajuste iso é, também neste modelo, bastante directo e ainda bem, porque a qualidade de imagem em iso's elevados deixou-me surpreendido considerando a dimensão do sensor. obviamente que não chega à qualidade de um bom sensor full frame mas como esse tipo de sensores se encontra também nas mirrorless é então um ponto bastante abonatório para este sistema.

um ponto que não joga tanto a favor é a disponibilidade de lentes. sem dúvida que nos últimos anos se têm desenvolvido muitas lentes para estes sistemas mas as opções de qualidade são ainda limitadas, sobretudo quando se pensa tele-objectivas ou lentes mais técnicas como por exemplo as "tilt-shift".

concluindo, tirando situações muito especificas, não encontro razões para dizer que um sistema é muito mais flexível do que o outro. diria mesmo que as mirrorless ganham alguma vantagem para quem é amador e faz fotografia genérica ou até mesmo para profissionais, como foto-jornalistas. 

conclusão e classificação (de uma a cinco estrelas), sobre este ponto:

mirrorless ****

dslr ****

 

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