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bokeh

passo a vida desfocado

bokeh

passo a vida desfocado

FELICIDADE KITSCH

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não sei se foi por ter lido este post sobre pessoas introvertidas ou este sobre dementors, e por me identificar com o primeiro e tentar ao máximo não cair na descrição do segundo, que me levou a deixar aqui um repto e dizer que há um retiro para estas pessoas....na ilha da armona.

 

para quem não gosta de confusão e pretende saborear a vida com tranquilidade, aqui pode encontrar esses ingredientes, com a cereja no topo do bolo de não haver carros nem motas quitadas que se ouvem a três triliões de distância.

por outro lado, há rede quatro gê :)  que nos permite continuar agarrados à net.

para os que estão de mal com o mundo e só querem o mal do próximo, também é o sítio ideal....há lá zonas com areias movediças e, com um bocado de sorte, aterram lá para todo o sempre.

para os que ainda estão no limbo e sentem ter salvação, estou certo que a felicidade pura das crianças que se atiram do cais para a água, que brincam despreocupadas no mar raso e sem corrente, que jogam à bola na areia ao por do sol e ainda aproveitam o calor dos últimos raios para mais um mergulho, serão o tónico para a conversão.

 

na maior parte do país, onde reina a desorganização e falta de planeamento urbanístico, encontramos misérias construtivas que, não tivéssemos nós crescido em anexos e marquises, só dão vontade pedir ao kim jong un que aponte para lá um míssil. 

mas, curiosamente, na armona, a falta de planeamento juntamente com a envolvência, resultou num lugar cheio de carácter, personalidade e beleza kitsch.

 

vão lá ser felizes pelo menos uma semana.....se tiverem filhos pequenos, fiquem duas semanas.

 

 

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esta última foto (a mais bonita delas todas), foi da senhora bokeh. 

 

DILEMA

 

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depois de várias horas a discutir em família onde ir nas férias de verão, decidimos, por fim, que seria este o ano de sair do país....para onde quer que houvesse boa praia, bom tempo, pouca confusão e boa comida.

definidos que estavam os critérios de escolha, fui para a internet procurar possibilidades.

depois de várias horas de pesquisa, e já um bocado confuso de tantas opções, fiz uma pausa para rever as fotos do verão passado (em baixo).......grande erro!......lá se foi a vontade, outra vez, de apanhar um avião e sair do país.

é certo que vi fotos espectaculares de vários locais no sul da europa e na américa central mas, a sério, o que é que um lugar destes fica a dever ao melhor que há no mundo? e, no topo disso, não temos de perder horas em aeroportos, aviões, filas de rent-a-car and so on and so on.

eu adoro viajar mas quando começo a por nos pratos da balança os prós e contras de sair do país para as férias de verão, tenho sempre dificuldade em encontrar argumentos suficientes para que o prato penda para o lado dos prós.

 

e vocês?

 

na ilha deserta, faro, dois mil e dezassete

 

 

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POINT&SHOOT

já tinha ouvido falar da pitoresca azenhas do mar mas nunca tinha surgido a oportunidade de lá ir.

na verdade, também não foi desta que lá fui porque, no meu conceito de ir, está subjacente o ato de visitar, estar, conhecer e falar com os locais.

o que fiz foi passar pela estrada número trezentos e setenta e cinco, parar cinco minutos (aproveitando que o garoto estava a dormir), e, como qualquer bom turista de instagram, tirar fotos iguais a outras tantas e dar a fuga.

é bonito sim senhor, o céu carregado e a névoa densa contribuíram para o cenário pitoresco....só faltou passar à hora do por do sol para colorir mais o ambiente.

 

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azenhas do mar, portugal

 

 

aproveitei que estava perto e fiz um desvio para passar na praia da adraga. também já tinha ouvido falar e há milhares de fotos desta praia. como estava em modo de point&shoot, não deu para despender tempo com as fotos da praxe e foquei-me numa família que se estava a divertir a fugir das ondas. 

é uma das praias mais bonitas em que já estive. pena é, como na maioria do território português, que se tenha construído uma estrutura de apoio de praia que marque tão negativamente o ambiente de natureza que rodeia o areal. temos efectivamente uma orografia que cria cenários de grande beleza mas com a intervenção dos nossos responsáveis pelo ordenamento do território e planeamento de obras, conseguimos, em muitos casos, reduzir ou mesmo retirar o interesse desses lugares. 

ainda assim, é um local a voltar e a explorar!

 

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praia da adraga, portugal

 

EU QUERO...

...uma casa no campo
onde eu possa compor muitos rocks rurais
e tenha somente a certeza
dos amigos do peito e nada mais

 

 

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eu quero uma casa no campo
onde eu possa ficar no tamanho da paz
e tenha somente a certeza
dos limites do corpo e nada mais

 

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eu quero carneiros e cabras
pastando solenes no meu jardim
eu quero o silêncio das línguas cansadas
eu quero a esperança de óculos
e meu filho de cuca legal
eu quero plantar e colher com a mão
a pimenta e o sal

 

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eu quero uma casa no campo
do tamanho ideal, pau-a-pique e sapé
onde eu possa plantar meus amigos
meus discos e livros e nada mais

 

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onde eu possa plantar meus amigos
meus discos, meus livros e nada mais
onde eu possa plantar meus amigos
meus discos e livros e nada mais

 

letra: zé rodrix

elis regina: https://youtu.be/1edqNf1AYBE

BURROS

 

das poucas memórias que guardo antes dos dez anos de idade (não porque não tenha razão para ter muitas....a memória é que é fraca), uma das que me ficou marcada foi a do dia em que vinha montado na égua dos meus avós paternos a fingir que a guiava no caminho de volta para casa, depois de termos carregado a carroça com caruma, a qual a coitada também estava a alombar.

felizmente, para ela, o caminho era bastante plano mas, perto da saibreira, havia uma subida muito íngreme e chegado o momento de a vencer o meu avó pede-me para descer dela e ir com ele na bicicleta sentado no varão....assim fiz.

quando começou a pedalar para subir o monte fez uns movimentos ziguezagueantes para ganhar velocidade e, num desses movimentos, enfiei o pé nos raios da roda da frente que foi bater violentamente contra as forquetas.

o resto da memória que guardo dessa situação foi a de me ter caído a unha do dedo grande do pé direito!

para o mini-macho a experiência de uma hora em cima do burro foi sem sobressaltos.

obrigado senhor manel.

 

 

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