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passo a vida desfocado

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passo a vida desfocado

BORA LÁ PARA O DOURO....


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31.05.18

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...a sério, depois de ler e ver as fotos do post da isa do liwl estávamos decididos ir para o douro nas férias de maio. 

dois dias antes das férias começarem estava tudo "programado"....só uma parêntesis, programado, para mim, significa saber que vou para um determinado lugar. reservar coisas, tipo hotéis, não constam da tal "programação". vamos indo e decidindo onde queremos ficar.

no dia anterior ao inicio das férias, eis que a meteorologia dava chuva a semana toda para a zona do douro interior. bolas....não nos apetece apanhar chuva.....pensei, deixa-me cá ver onde é que vai fazer sol....olha ali p'ra ele em baixo a chamar por nós....e assim foi, algarve, here we go :)

isto é o bom de não ter nada reservado, podemos dar voltas de cento e oitenta graus sempre que nos der na veneta....copiar a isa ficará para outra altura :)

e fomos.

"decidimos" ficar uma noite em ferreira do alentejo, para não fazer a viagem toda de uma vez, mas, quando lá chegámos, demos umas voltas e, como dizer, não achámos piada nenhuma àquilo (sorry ferreira)....e bati chapa a fundo em direção ao sol do algarve.

bendita a hora. ficámos em albufeira na primeira noite, porque queria ver o clube da minha senhora a levar na pá do desportivo das aves (it tasted so good), na taça de portugal.

depois de dois dias à maneira na praia de santa eulália rumámos para este, para conhecer melhor a zona entre faro e vila real de santo antónio. 

a verdade é que também andava com uma fisgada para aquelas bandas, ir andar a cavalo à beira mar e na ria formosa, perto de tavira. foi brutal, atravessar a ria formosa num cavalo dentro de água e com o meu filhote de cinco anos....mesmo muito bom....e a cereja no topo do bolo, o meu cavalo, de raça frísio (grande como o caraças), participou em episódios do "game of thrones" que foram gravados na zona de sevilha....so I've been told.

adiante, por ali andámos a conhecer as praias, vilas e cidades.

gostei muito da praia verde, de castro marim, onde comemos lá num tasco uma jardineira, acabadinha de fazer, que foi a melhor, e mais barata, refeição que fizemos.

mas houve outro local me ficou no goto, a zona da ilha de tavira. acabei por não ter tempo de explorar....talvez no verão.

deixo-vos umas fotos dessa zona.

 

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UM DE ABRIL...


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01.04.18

...é quando um homem quiser.

quando era garoto, vivia o dia um de abril com grande intensidade. dava-me um gozo tremendo montar historias para enganar todos os elementos da família. não era só a mentira da palavra, era todo o criar um "momentum", da linguagem corporal para que aquilo fosse tomado como verdade.

o pináculo foi o dia em que entrei a correr em casa dos meus avós, aos berros, para os alertar que as ovelhas estavam a fugir....desataram a correr para tentar estancar a fuga e só quando chegaram ao quintal se lembraram que não tinham ovelhas ....foi um fartote de rir.

 

este ano, no dia um de abril, andava por aqui...

 

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já nas bancas :)

PASSEIO DOS TRISTES


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18.03.18

batizou-se de "passeio dos tristes" aquele que, invariavelmente, se repete todos os fins de semanas com a família.

aqui na terra, o passeio dos tristes mais famoso é o que se faz às praias, para comer uns tremoços, beber umas imperiais....conviver e esquecer a tristeza.

se até junho do ano passado a tristeza resultava apenas da rotina da vida, daí em diante, até o mais feliz dos seres não consegue chegar ao mar sem se deixar tomar pela tristeza de ver o pinhal dizimado pelo incêndio.

sei que é um chavão, mas não há fotos que consigam demonstrar a imensidão da devastação. não há palavras que consigam descrever a falta de vida, a limpeza forçada da mata que a deixou praticamente despida, a perda do trabalho dos nossos avós que plantaram as árvores alinhadas e por talhões, o saber que tão cedo não vamos ver o pinhal frondoso que nos dava sombra e refrescava nos piqueniques de verão....e o cheiro, o cheiro do pinhal.

cresci junto ao pinhal. dali retirávamos a caruma para que os animais, para se poderem deitar na caruma fresca. 

retirávamos as pinhas para acender o fogão-a-lenha e lareiras. íamos aos "cortes" trazer carradas de lenha que, com frequência, faziam atascar as carrinhas com a sobrecarga que traziam.

nos anos que correm, já não temos animais e não precisamos de caruma, já não temos fogões e lareiras e não precisamos de pinhas e lenha.

como não precisamos, muito provavelmente também não vamos cuidar.

se não temos recursos infinitos, teremos de ser pragmáticos.

uma vez que vamos remover todos aqueles pinheiros mortos, faria sentido pensar em plantar uma floresta mais diversificada, resiliente aos potenciais agressores e de menor manutenção.

vejo todas as semanas ações da comunidade para replantar o pinhal, e só ouço mesmo pinhal, pinheiros.

será que não aprendemos nada? será que o icnf e as autarquias não aprenderam nada?

 

 

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felizmente, o mar e as dunas não ardem. 

 

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SPOOKY


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01.03.18

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lembram-se da lagarta que decidi adotar?

pois bem, ei-la após a metamorfose.....feia como só ela :)

deve ter sido da qualidade da alface e de a ter privado de oxigénio.

eu à espera daquelas borboletas tipo aves do paraíso, cheias de cor garridas, e.....saí-me isto na rifa.

já me ocorreu usar guaches para a compor um pouco, tipo maquilhagem, mas depois lembrei-me que tenho um filho e que não seria grande exemplo.

agora não sei o que fazer à bicha. se a solto com esta chuva, vai de vela em dois tempos. se a deixo cá em casa, falece-me nos braços porque não sei o que lhe dar de comer, e já percebi que não gosta de nestum mel (como é que é possível?). amanhã vou dar-lhe malmequeres e água.

 

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ANIMAL DE ESTIMAÇÃO


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11.02.18

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apareceu sem ser convidada, transportada por uma alface, e ficou.

como a vida nas cidades não deixa muito espaço ao contacto das crianças com a natureza, decidi deixá-la ficar por cá para que o vicente possa assistir à sua transformação em borboleta.

estas fotos são do inicio da semana e ontem já criou uma teia à sua volta para mudar de pele. segundo li, depois virá a fase do casulo e só então a metamorfose.

vou tirando fotos para vos mostrar o desenvolvimento.

  

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POLUIÇÃO


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10.02.18

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esta é a miséria que pode ser encontrada em qualquer rio, oceano ou, neste caso, numa fonte aqui na terriola.

os ecopontos foram uma ideia interessante mas, parece-me, não fizeram mais do que ajudar à promoção de utilização de material descartavel.

não é que tenha saudade de ir à fonte buscar água em garrafões de vidro mas esse tipo de acção, que serve aqui como exemplo de muitas outras situações, poupava a natureza de ser sujeita a ciclos de poluição que encontramos nos nossos dias. 

o exemplo de ir à fonte buscar água é um bom exemplo porque permite, também, identificar a quase extinção de fontes de água potável e o contributo que as industrias na cadeia de produção de embalagens de água tiveram e têm na sua contaminação.

sou favorável ao investimento na ciência e tecnologia para encontrar formas de produzir embalagens bio-degradáveis mas, não o deveríamos fazer sem, seriamente, investir na mudança de comportamentos.

 

DILEMA


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22.01.18

 

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depois de várias horas a discutir em família onde ir nas férias de verão, decidimos, por fim, que seria este o ano de sair do país....para onde quer que houvesse boa praia, bom tempo, pouca confusão e boa comida.

definidos que estavam os critérios de escolha, fui para a internet procurar possibilidades.

depois de várias horas de pesquisa, e já um bocado confuso de tantas opções, fiz uma pausa para rever as fotos do verão passado (em baixo).......grande erro!......lá se foi a vontade, outra vez, de apanhar um avião e sair do país.

é certo que vi fotos espectaculares de vários locais no sul da europa e na américa central mas, a sério, o que é que um lugar destes fica a dever ao melhor que há no mundo? e, no topo disso, não temos de perder horas em aeroportos, aviões, filas de rent-a-car and so on and so on.

eu adoro viajar mas quando começo a por nos pratos da balança os prós e contras de sair do país para as férias de verão, tenho sempre dificuldade em encontrar argumentos suficientes para que o prato penda para o lado dos prós.

 

e vocês?

 

na ilha deserta, faro, dois mil e dezassete

 

 

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REVIVER


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14.01.18

 

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estive um ano sem sair de casa com o propósito único de fotografar.

as queixas são sempre as mesmas: não tenho tempo, está a chover, já está a ficar tarde, está frio, é longe, está muito calor....enfim, tudo serve de desculpa para justificar a vontade de procrastinar! andava mortinho para usar esta palavra :)

ontem voltei a ir fotografar, sozinho.

para marcar esse regresso, voltei ao lugar que escolhi ir quando comprei a minha primeira máquina fotográfica a sério, uma nikon d duzentos.

foi no ano dois mil e sete que, sem saber mexer naquilo, arranquei em direcção à praia da vieira, e lá, mais precisamente no pontão do norte (onde desagua o rio lis), assentei arraiais toda a tarde.

revivi esses momentos com nostalgia, da excitação de me estar a dedicar a algo novo (para mim), e do muito que teria para descobrir e aprender.

com o mundo que a internet nos abre é fácil ser autodidacta mas, há perigos.....é importante manter-se focado, não esquecer que o objectivo é ganhar competência na arte de fotografar. com facilidade, se imerge no mundo da tecnologia e, "quando damos por ela", só queremos é ter a melhor máquina fotográfica, com mais megapixeis, melhor capacidade iso, maior velocidade, sensor xpto.....e passamos a vida em sites que, pagos pelas grandes marcas e de forma encapotada, fazem reviews onde concluem o porquê de se justificar comprar a evolução de uma determinada máquina que saiu no ano anterior e que, na verdade, pouco ou nada faz mais que a sua predecessora. 

é certo que a evolução que se verificou em dez anos ajuda, nos equipamentos digitais, a tirar mais partido da máquina e que o ficheiro que resulta do clique tem mais latitude no momento do processamento mas, naquilo que realmente importa, na minha opinião, nada mudou.

o que faz uma boa fotografia é o seu conteúdo, a luz, a composição e a criatividade.

desenganem-se aqueles que acham que por ter uma máquina topo de gama com lentes do mesmo calibre conseguem ser melhores fotógrafos. 

se têm dinheiro de sobra para gastar usem-no para fazer formação, viajar e ver exposições de fotografia.

 

fotos de ontem...

 

 

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POINT&SHOOT


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07.01.18

já tinha ouvido falar da pitoresca azenhas do mar mas nunca tinha surgido a oportunidade de lá ir.

na verdade, também não foi desta que lá fui porque, no meu conceito de ir, está subjacente o ato de visitar, estar, conhecer e falar com os locais.

o que fiz foi passar pela estrada número trezentos e setenta e cinco, parar cinco minutos (aproveitando que o garoto estava a dormir), e, como qualquer bom turista de instagram, tirar fotos iguais a outras tantas e dar a fuga.

é bonito sim senhor, o céu carregado e a névoa densa contribuíram para o cenário pitoresco....só faltou passar à hora do por do sol para colorir mais o ambiente.

 

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azenhas do mar, portugal

 

 

aproveitei que estava perto e fiz um desvio para passar na praia da adraga. também já tinha ouvido falar e há milhares de fotos desta praia. como estava em modo de point&shoot, não deu para despender tempo com as fotos da praxe e foquei-me numa família que se estava a divertir a fugir das ondas. 

é uma das praias mais bonitas em que já estive. pena é, como na maioria do território português, que se tenha construído uma estrutura de apoio de praia que marque tão negativamente o ambiente de natureza que rodeia o areal. temos efectivamente uma orografia que cria cenários de grande beleza mas com a intervenção dos nossos responsáveis pelo ordenamento do território e planeamento de obras, conseguimos, em muitos casos, reduzir ou mesmo retirar o interesse desses lugares. 

ainda assim, é um local a voltar e a explorar!

 

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praia da adraga, portugal

 

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